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Proteção solar: a evolução de clean para consciente e dicas de formulação

Conforme o mercado se adapta com novas soluções e os consumidores ficam mais informados, a tendência clean de proteção solar está evoluindo para um conceito de beleza consciente.

Inicialmente, protetores eram considerados clean por não possuir nenhum ingrediente suspeito ou comprovadamente tóxico, com cadeia de fornecimento sustentável e que considerem a saúde física e mental do consumidor e respeitem o meio ambiente.

Hoje os consumidores, especialmente os mais jovens, estão exigindo cada vez mais transparência sobre os ingredientes, baseando suas decisões em informações sobre o risco real e não em suspeitas. Novas formulações minimalistas estão sendo lançadas e essas marcas afirmam trabalhar com responsabilidade e economia circular. Apesar dessa mudança, os consumidores ainda buscam algumas propriedades antes dos aspectos sustentáveis de um produto, como o formato, a marca e a fórmula.

Os filtros solares minerais são percebidos como mais seguros para as pessoas e a natureza, e isso tem se refletido no número de lançamentos de mercado com esses ingredientes, que entre 2016 e 2021, 15,8% de protetores solares lançados no mundo usavam apenas protetores solares minerais (TiO2 and ZnO), isso representa um aumento de 89,7% em um período de 5 anos. A tendência é de crescer ainda mais, pois as marcas do mercado de massa também estão se transformando para participar desse segmento e estão começando a incluir cada vez mais filtros solares inorgânicos em suas formulações, já que esses filtros são percebidos como mais seguros para a saúde do consumidor e do planeta.

 

Filtros UV: mineral vs orgânico

Os filtros UV são os componentes ativos na fórmula de proteção solar responsáveis por neutralizar a ação danosa dos raios ultravioleta na pele. Eles podem pertencer a uma dessas categorias: 

Filtros químicos/filtros orgânicos

Os protetores solares orgânicos são de origem petroquímica e são compostos químicos inteiramente sintéticos que sofrem reação química e se quebram com a ação dos raios solares, seu mecanismo de ação é através da absorção da luz UV. Alguns componentes* recebem questionamentos1 sobre a possível penetração e ação na pele. 
Os níveis de uso permitidos são limitados a 5 - 10%, dependendo do panorama regulatório de cada país. Para atingir um fator de proteção solar (FPS) mais alto, é necessário usá-los em combinação.

Filtros minerais/ filtros inorgânicos

Os filtros inorgânicos são baseados em óxidos inorgânicos tais como dióxido de titânio e óxido de zinco, eles são materiais cristalinos e são capazes de absorver e dispersar/ espalhar a luz UV, podem ser revestidos e dispersos para melhorar o desempenho e a facilitar a formulação. Eles funcionam como uma cobertura que reflete os raios e impede de chegarem até a pele. 
Esse tipo é amplamente utilizado para peles sensíveis porque não penetram nem causam irritação na pele. É um tipo de ingrediente aprovado para uso em níveis de até 25% globalmente e pode atingir um alto FPS sem adição de outros componentes. 
As instituições americana - US Food & Drug Administration (FDA)2 - e europeia - EU Scientific Committee for Consumer Safety (SCCS)3 - fizeram pesquisas extensas e concluíram que esses filtros, mesmo no formato nano (1-100 nanômetros), possuem penetração mínima na pele e não causam efeitos adversos.

Ambos os formatos podem ser utilizados para impedir a ação dos raios UVA e UVB, e para o desenvolvimento de produtos, existe uma exigência regulatória de que o fator de proteção UVA deve ser no mínimo 1/3 do fator de proteção UVB.

 

MITO: Impacto dos filtros solares sobre os corais

Houve, por algum tempo, muito alarde na mídia sobre o possível efeito dos filtros solares sobre os ecossistemas no oceano, especialmente sobre os processos de branqueamento nos corais. Essas reportagens traziam conclusões conflitantes e confusas, porém o mercado respondeu com lançamentos com os termos “coral/ocean/reef” “safe/friendly”, com base na exclusão de alguns ingredientes suspeitos ou em testes com corais em laboratório, porém esses termos não estão regulados e não existe uma definição padronizada do que isso quer dizer na indústria, é importante destacar que mais de 50% dos lançamentos de protetores solares durante 2026 e 2021 com o Claim de “coral/ocean/reef” “safe/friendly” continham filtros inorgânicos (TiO2 e ZnO) em suas fórmulas.

Os estudos que foram realizados para entender o processo de branqueamento nos corais4 concluem que esse processo acontece quando os corais estão passando por situações de estresse como eventos climáticos extremos e o aumento da temperatura do oceano. Além disso, as regiões onde esse processo é mais severo não têm correlação com a densidade populacional humana.

De acordo com a WWF5, as maiores ameaças às populações de corais são as alterações climáticas, desenvolvimento não-sustentável nos litorais; a sedimentação causada por construções, mineração e outros; a poluição; a pesca acima da capacidade e a pesca com práticas destrutivas.

Ou seja, não há nenhuma evidência direta de que os filtros solares causam branqueamento dos corais6

Para saber mais mitos e fatos sobre proteção solar, baixe a nossa apresentação “From Clean to Conscientious Sunscreens” à direita.

 

Dicas de formulação com filtros inorgânicos

As linhas Solaveil: Clarus, SpeXtra, Harmony e Micno

A Croda é a fornecedora líder de filtros solares minerais seguros e sustentáveis com a nossa marca Solaveil. Cada linha possui um determinado tamanho de partícula que lhe confere características únicas e propriedades modificadas.

Clarus é uma linha que proporciona alto UVB e tem um tamanho de partícula cuidadosamente controlado, o que significa que tem transparência na pele comparável aos filtros inorgânicos convencionais. Os nossos ingredientes Clarus possuem o código CT (TiO2) ou CZ (ZnO) em seus nomes.

SpeXtra – os ingredientes dessa linha têm proteção UV de amplo espectro sem precedentes (UVA, UVB e HEV), podem atender às diretrizes europeias de UVA (1/3 UVAPF) como um único ingrediente ativo, também são um escudo físico para proteção contra HEV/luz azul, tambem ajuda a reduzir a formação de radicais livres, mas são menos transparentes, por isso são mais adequados para formulações de bebês ou maquiagem. É um tamanho de partícula de 179 nm, portanto, o tamanho geral é considerado non nano. Os nossos ingredientes SpeXtra possuem o código XT (TiO2) em seus nomes.

Harmony tem tamanho de partícula equilibrado, projetado para ser non nano, mas menos branqueamento na pele que o Solaveil SpeXtra. Apesar de ter menos branqueamento, em muitos casos pode atingir às diretrizes europeias de UVA (1/3 UVAPF). Os nossos ingredientes Harmony possuem o código HT (TiO2) em seus nomes.

Micno, nossa linha de óxido de zinco lançada mais recentemente, possui filtros UV de alta eficiência e amplo espectro que protegem a pele dos raios UVB e UVA. São compostos por partículas únicas em forma de plaquetas, que por sua tecnologia proporcionam transparência incomparável na pele. Os nossos ingredientes Micno possuem o código MZ (ZnO) em seus nomes.

 

Espectro UV e a linha solaveil

Dentro de cada uma dessas linhas, os filtros podem ou não ser revestidos e podem vir no formato de pó ou de dispersão (ou seja, já molhados em um veículo para facilitar o manuseio).

 

O que considerar quando desenvolver produtos de proteção solar com filtros inorgânicos?

Um protetor solar de sucesso foca em seu público-alvo e como ele se relaciona com a proteção solar. Por exemplo, um produto para bebês precisa ter alto fator de proteção e baixa irritabilidade. Mas um protetor para peles escuras pode ter um fator de proteção moderado, porém precisa de alta transparência na pele. Alguns critérios para se levar em conta na elaboração do produto são:

 

Eficácia

Conforme a legislação, o FPS deve atingir um mínimo de 1/3 UVA, CW > 370 nm. Além disso, é necessário que o produto possua uma distribuição uniforme das partículas na superfície da pele garantindo a cobertura de todas as áreas.

Sensorial

A experiência sensorial é importante para o consumidor tanto no momento da aplicação quanto durante o uso subsequente à aplicação. Existem consumidores buscando alta espalhabilidade, enquanto outros desejam toque seco e baixa oleosidade. Para encontrar os ingredientes adequados ao perfil sensorial que se deseja alcançar, é necessário avaliar o impacto sensorial de determinados ingredientes na formulação.

 

Transparência

Quando a transparência é importante, podemos usar tamanhos de partícula menores, como as da linha Clarus ou partículas em plaquetas como as da linha Micno.

 

Estabilidade

Uma vez que sua formulação esteja pronta, é necessário avaliar a estabilidade organoléptica (aparência, cor, odor) e físico-química (pH, viscosidade, microscopia óptica).

Em pó ou dispersão

Dispersões simplificam o desenvolvimento da fórmula e tornam o processamento mais fácil. Elas são pré-otimizadas com um dispersante e veículo, garantindo uma dispersão consistente do pó dentro da formulação.

Pós são mais complexos para formular, porém temos guias extensos para te auxiliar. Eles permitem uma maior flexibilidade, mas precisam ser muito bem dispersados para maximizar a performance.

 

Para todos esses aspectos, a Croda possui uma equipe técnica especializada que pode te ajudar desde o desenvolvimento das formulações até os aspectos regulatórios. Entre em contato no link abaixo para saber mais.

 

Você também pode se inspirar com as nossas formulações e usar a Calculadora Solaveil para atingir o FPS que você desejar.

Fontes e notas:

https://www.govinfo.gov/content/pkg/FR-2019-02-26/pdf/2019-03019.pdf

https://www.fda.gov/NewsEvents/Newsroom/PressAnnouncements/ucm631736.htm

https://www.crodapersonalcare.com/en-gb/news/2019/03/personal-care-new-fda-regulations-for-suncare

https://ec.europa.eu/health/scientific_committees/consumer_safety/docs/sccs_o_136.pdf

https://ec.europa.eu/health/sites/health/files/scientific_committees/consumer_safety/docs/sccs_o_206.pdf

https://ec.europa.eu/health/scientific_committees/consumer_safety/docs/sccs_o_103.pdf

4 Hughes, T. et al , Nature volume 568, p387–390 (2019)

Hughes, T. et al , Nature volume 546, p82–90 (2017)

https://www.nature.com/articles/srep29778

 

https://wwf.panda.org/our_work/oceans/coasts/coral_reefs/

 

https://theconversation.com/theres-insufficient-evidence-your-sunscreen-harms-coral-reefs-109567

 

* Filtros orgânicos ainda não estudados sobre suas propriedades de penetração na pele e as consequências dessa penetração: Cinoxate, dioxybenzone, ensulizole, homosalate, meradimate, octinoxate, octisalate, octocrylene, padimate O, sulisobenzone, oxybenzone, and avobenzone.

 

 

Inorganic Filters: From Clean to Concientious Sunscreens

apresentação “From Clean to Conscientious Sunscreens”.
2,0 MB
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Cientistas femininas no laboratório Croda

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